Ao comentar o cenário, Domenicali foi direto: “É preciso se manter forte, unido e evitar soluções fantasiosas”. Em outra declaração, acrescentou: “Quanto maior a tempestade, mais é necessário que o comandante tenha um rumo claro”, em referência à necessidade de sustentação no comando da equipe.
Fala de Horner aumentou especulação sobre o comando
Os rumores sobre Vasseur ganharam força em meio a declarações de Christian Horner, citado como ex-chefe da Red Bull Racing, sobre a possibilidade de trabalhar na Ferrari. Ao falar sobre a equipe, Horner disse que a Ferrari é “o sonho e um gigante adormecido na F1”.
A manifestação ampliou a discussão sobre o futuro do comando esportivo da Ferrari, que convive com especulações enquanto tenta sustentar sua campanha na temporada. Nesse contexto, Domenicali adotou um discurso de contenção e defesa de continuidade.
O posicionamento do CEO da Fórmula 1 também ganha peso pelo histórico dele na própria Ferrari, onde foi chefe da equipe entre 2008 e 2014. Sua avaliação pública aparece no momento em que o ambiente em torno de Vasseur passou a ser dominado por dúvidas sobre permanência e possíveis alternativas para o cargo.
Vasseur admite incômodo e mantém foco na disputa pelo P2
Fred Vasseur reconheceu o incômodo provocado pelas especulações, mas indicou que sua prioridade segue concentrada no trabalho esportivo da Ferrari. Sem entrar em confronto direto com os rumores, o dirigente apontou o objetivo imediato da equipe no campeonato.
“Estamos lutando pelo P2 no campeonato”, afirmou Vasseur. Em outra fala, resumiu o foco atual no comando da Ferrari: “Só estou tentando dar o meu melhor para fazer a equipe avançar”.
As declarações de Vasseur colocam a ênfase no desempenho da equipe em pista, enquanto Domenicali publicamente defende que a Ferrari preserve direção clara e estabilidade em meio à pressão externa.