A ideia ainda não teve tecnologia nem formato definidos, mas a discussão já aponta para um ganho adicional de desempenho do conjunto mecânico, e não apenas para uma solução aerodinâmica como a atual. Entre os caminhos estudados estão o uso da pressão do turbo e também do KERS como formas de liberar potência extra em momentos específicos da corrida.
Debate faz parte do regulamento de motores de 2031
O tema está inserido nas conversas sobre a futura motorização da categoria. A partir de 2031, o plano da F1 é adotar motores mais simples, com preferência por V8, e o sistema de potência extra aparece dentro desse pacote como um recurso para melhorar as disputas na pista.
Na prática, a intenção é criar uma ferramenta que ajude nas manobras de ultrapassagem sem repetir exatamente o princípio do DRS. O sistema usado atualmente foi criado para elevar a velocidade dos carros em perseguição, mas não acrescenta potência ao motor. A nova proposta seguiria outro caminho ao atuar diretamente na entrega de desempenho da unidade de potência.
IndyCar serve como referência para o modelo em análise
Uma das referências observadas pela Fórmula 1 é a IndyCar, que já usa um recurso de potência adicional. Nesse modelo, os pilotos podem contar com algo entre 150 e 200 segundos extras ao longo da prova, com cada utilização limitada a até 20 segundos.
Esse exemplo ajuda a desenhar o tipo de solução que está sendo debatido pela categoria, embora ainda sem definição sobre aplicação prática na F1. Não está decidido, por exemplo, se o eventual ganho viria prioritariamente do turbo, de um sistema semelhante ao KERS ou de outra arquitetura ligada à futura unidade de potência.
O ponto já tratado como certo nas discussões é que o formato atual ainda está em estudo e que qualquer mudança ficaria vinculada ao regulamento de 2031, quando a Fórmula 1 pretende estrear sua nova geração de motores.