A principal crítica do piloto foi ao timing da informação passada pelo rádio. Segundo Bortoleto, a equipe avisou tarde demais sobre o plano envolvendo Hulkenberg, o que comprometeu a reação dele na pista. “Me falaram que ele ia ficar fora para tentar uma bandeira vermelha”, afirmou. Depois, resumiu a consequência: “Quando me avisaram, já era tarde demais para voltar ao modo de corrida.”
Na prática, Bortoleto perdeu posição para Hulkenberg depois da sequência de pit stops, em uma corrida marcada por erros de estratégia e de comunicação. As voltas 15 e 28 foram apontadas como momentos decisivos dentro dessa leitura da prova.
Audi dividiu testes das atualizações entre os dois carros
A Audi levou um pacote de atualizações para o fim de semana e distribuiu o trabalho entre os dois lados da garagem. Bortoleto usou as novidades no Treino Livre 1, enquanto Hulkenberg andou com a configuração anterior. No Treino Livre 2, a equipe inverteu a estratégia de testes.
O rendimento do carro com as mudanças não correspondeu ao que a equipe esperava. Esse cenário acompanhou todo o fim de semana do brasileiro, que já tinha começado em situação difícil após a eliminação no Q1 e a largada no fim do grid.
Overcut de Hulkenberg pesou na disputa interna
Um dos pontos centrais da corrida foi o overcut usado por Hulkenberg, que conseguiu se colocar à frente de Bortoleto durante a janela de paradas. A manobra teve peso direto na disputa interna da Audi e aumentou a insatisfação do brasileiro com a forma como a prova foi administrada do lado dele da garagem.
Bortoleto resumiu a frustração com o desfecho no Azerbaijão ao falar do resultado e do erro estratégico: “É frustrante sair deste fim de semana sem pontuar e, de novo, com um erro desses.”
































