O incidente aconteceu em 26 de setembro de 2026 e ainda teve consequência esportiva imediata: Colapinto recebeu uma punição convertida em perda de posições no grid da próxima corrida, na Malásia. Os comissários decidiram não aplicar a tolerância normalmente usada em acidentes de primeira curva.
Montoya relaciona tentativa de ataque ao perfil de Colapinto
Ao analisar a manobra, Montoya, ex-piloto de F1, disse que o contexto de uma relargada favorece decisões agressivas. “O complicado nesse caso é que você está sendo agressivo e enxerga uma oportunidade”, afirmou.
Na sequência, o colombiano associou esse tipo de leitura de corrida ao perfil de pilotos que tentam aproveitar qualquer espaço disponível. “Quando você é esse tipo de cara, como o Max, que sempre vê uma oportunidade”, disse Montoya ao fazer a comparação entre Colapinto e Verstappen.
A avaliação parte de uma relargada em que Colapinto tentou uma manobra arriscada na aproximação da curva 1. O ponto crítico foi justamente a freada, momento em que o piloto perdeu a referência e acabou iniciando a batida em cadeia.
Freada na curva 1 foi o ponto decisivo do acidente
Montoya também chamou atenção para o comportamento dos carros na entrada da curva. Segundo ele, a sensação era de que a freada vinha antes do esperado. “É difícil, porque parecia que todo mundo estava freando muito cedo”, afirmou.
Os dados citados na análise indicam a velocidade elevada da aproximação e a importância do ponto de frenagem na relargada, com referências como 320 e 330 quilômetros por hora e marcas de 120 e 80 metros. Nesse cenário, a diferença de leitura na freada da curva 1 foi determinante para o toque de Colapinto em Gasly.
Com a decisão dos comissários de não tratar o caso com a tolerância habitual para acidentes na primeira curva, a sanção foi transferida para a etapa seguinte e será cumprida por Colapinto com perda de posições no grid na Malásia.
































