O episódio aparece no contexto da disputa pelo futuro de Verstappen antes de sua estreia na Fórmula 1. Enquanto a Red Bull defendia uma vaga imediata na categoria, com espaço na Toro Rosso, a Mercedes havia sugerido que ele passasse pela GP2 em 2015. A versão apresentada por Horner contrasta com o peso que Verstappen passaria a ter depois dentro do programa da Red Bull.
Horner critica condução de Marko com jovens pilotos
Além da resistência à chegada de Verstappen, Horner faz críticas diretas à forma como Marko tratava os jovens pilotos ligados à Red Bull. O dirigente afirma no livro que frequentemente precisava lidar com as consequências das decisões tomadas pelo consultor.
“Não era assim que eu faria as coisas. Eu sentia que estava sempre limpando a bagunça”, afirmou Horner, ao descrever sua relação com os métodos de Marko.
O livro também usa termos duros para caracterizar o ex-dirigente, descrito como “abrasivo, errático, frio, não confiável, implacável e fundamentalmente desleal”. Mesmo assim, Horner reconhece que Marko teve papel importante em sua própria trajetória dentro da Red Bull.
“Se você voltar no tempo, foi ele quem me deu a oportunidade inicial”, disse Horner sobre a influência de Marko no começo de sua carreira na equipe.
Livro aponta perda de espaço de Marko após morte de Mateschitz
Outro ponto abordado por Horner é a mudança de peso político de Marko dentro da Red Bull após a morte de Dietrich Mateschitz. Segundo o relato, o consultor perdeu espaço na estrutura e já “não tinha realmente uma função” até sua saída, em dezembro de 2025.
As declarações publicadas no livro surgem em meio a uma relação descrita como mais complexa entre Horner e Marko. Até o momento, Marko e o entorno de Verstappen não comentaram o conteúdo atribuído a Horner.