Nos bastidores, a avaliação é de que a movimentação em torno da Ferrari serviu mais como desvio de atenção do que como destino mais provável. O próprio Horner chegou a classificar essa linha de especulação ao dizer que a história sobre Ferrari era uma “pista falsa”.
Interesse passa por participação societária
Horner manifestou interesse em trabalhar na Ferrari, inclusive aceitando a ideia de abrir mão de participação na equipe. Ainda assim, a direção mais forte para seu futuro está ligada à possibilidade de entrar como sócio em outra estrutura do grid.
Nesse cenário, a Williams surge como alvo preferencial. A equipe é 100% controlada pela Dorilton Capital, que comprou a operação em 2020 por 200 milhões de euros. Desde então, a valorização cresceu fortemente, e a avaliação atual é colocada em mais de dez vezes esse valor.
Williams não está à venda, mas admite vender fatia
A possibilidade de um movimento depende da disposição dos atuais proprietários. Matthew Savage, presidente da Dorilton Capital e dono da Williams, afirmou que a equipe não está à venda, mas deixou aberta outra alternativa: “A equipe não está à venda, mas isso não impede a venda de uma participação.”
Esse ponto é central para qualquer investida de Horner, já que seu objetivo principal é justamente ter parte de uma equipe, e não apenas assumir um cargo executivo.
Cenário esportivo e comando atual
A Williams vive um momento de contraste entre valorização de mercado e desempenho recente. No ano passado, a equipe terminou em quinto no Mundial e voltou a somar múltiplos pódios pela primeira vez desde 2015. Nesta temporada, porém, o rendimento ficou abaixo da expectativa, com retorno ao meio do pelotão.
O comando esportivo segue com James Vowles, que lidera a Williams desde o início de 2023 e assinou um novo contrato de longo prazo em 2025.