Antes do erro, a equipe já havia avisado Piastri sobre o risco no mesmo ponto da pista. O alerta veio pelo rádio de Tom Stallard, engenheiro do piloto na McLaren, depois de um problema semelhante com o outro carro da equipe.
Alerta no rádio citou erro de Norris no mesmo ponto
Lando Norris havia travado a dianteira na curva 1 cerca de dez voltas antes. Ao falar com Piastri durante a corrida, Stallard usou esse episódio como referência: “O Lando, ali pela volta 30 e poucas, também travou a dianteira na curva 1.”
O contexto da prova aumentou a pressão sobre o piloto da McLaren. Alex Albon bateu e provocou a entrada do safety car. Na primeira relargada, Max Verstappen ultrapassou Piastri, que depois perdeu muito terreno quando travou os pneus na curva 1 e caiu para a parte de trás do grid, em 15º.
Os dados da corrida registraram em Piastri um índice de 50% na métrica de flat-spot, marca ligada ao desgaste causado pelo travamento do pneu. Não houve indicação de problema técnico específico no carro no momento do erro.
McLaren ligou os erros à limitação de velocidade em reta
Depois da prova, Andrea Stella, chefe da McLaren, atribuiu parte da responsabilidade à equipe ao explicar o contexto em que os dois pilotos cometeram erros. “Nós demos aos nossos pilotos um carro com velocidade de reta insuficiente”, afirmou.
A declaração veio depois de um domingo em que os dois carros passaram pelo mesmo tipo de dificuldade na freada da curva 1. Piastri, que havia começado forte e aparecia na disputa pelas três primeiras posições, não conseguiu sustentar a corrida após o lock-up.
Após a bandeirada, Stallard ainda elogiou o trabalho do piloto no primeiro trecho da prova: “Muito azar. Aquele primeiro stint foi brilhante.” O resultado manteve a McLaren sem um piloto no top 3 desde o GP do Japão.
































