A colisão aconteceu quando Lindblad acertou o carro do próprio companheiro de equipe na retomada da prova. Lawson até escapou de penalidade no caso e depois reconheceu que a manobra não estava disponível. Na prática, o prejuízo apareceu no resultado: ele ocupava a sétima posição, sofreu danos no assoalho e caiu para 12º na chegada.
Hill vê excesso de risco na manobra de Lindblad
Durante a análise na F1TV, Hill afirmou que o contexto da relargada exigia mais cautela de Lindblad. Para o ex-piloto e comentarista, o problema não foi apenas o contato em si, mas a escolha de atacar em um momento de pelotão comprimido e pouca margem de reação.
“A catástrofe está sempre à espreita quando você faz isso”, disse Hill. Em seguida, ele lembrou que a aproximação da primeira curva depois de uma relargada costuma concentrar carros lado a lado e mudanças rápidas de trajetória: “Você é piloto de corrida, sabe que a curva 1 vai ser um caos.”
A leitura de Hill contrasta com a decisão esportiva do caso. Os comissários entenderam que o lance se encaixava no tipo de confusão comum em reinícios de corrida e, por isso, não aplicaram punição.
Lawson questionou o espaço tentado pelo companheiro
Depois da corrida, Lawson deixou clara a própria avaliação sobre o movimento de Lindblad. “Eu não entendi que espaço o Lindblad estava procurando”, afirmou o piloto ao comentar o toque com o companheiro.
Juan Pablo Montoya, outro ex-piloto que comentou o episódio, apontou que uma tentativa mais agressiva só se sustenta quando o carro já está em posição de completar a manobra. “Por isso, quando você mergulha por dentro, precisa ter certeza de que vai chegar de verdade na manobra”, disse.
Sem punição no resultado oficial, o incidente ainda teve efeito direto na prova de Lawson. Ele vinha em sétimo quando o contato aconteceu e, depois do dano no assoalho, terminou apenas em 12º.