A justificativa oficial foi apresentada pela FIA, que afirmou: “Aquela situação podia ser administrada com bandeiras amarelas duplas”. Nesse tipo de sinalização, os pilotos são obrigados a reduzir e a estar prontos para parar, sem a neutralização mais ampla que ocorreria com o safety car virtual.
Curva 15 é lenta, mas setor teve carros em duelo
A curva 15 é considerada um ponto de baixa velocidade, contornada abaixo dos 90 km/h, e já tinha bandeira amarela exposta antes do acidente de Bottas. Um dos dados citados no debate foi a aproximação de George Russell ao local com velocidade 80 km/h menor, mostrando que houve redução importante na entrada do trecho.
Ao mesmo tempo, a situação não envolvia apenas carros passando isoladamente pela curva. Havia vários pilotos em disputa na região, o que elevou o risco de incidentes adicionais. Esteban Ocon e outros competidores optaram por cortar a curva depois da batida para evitar a área afetada, sinal de que a passagem pelo ponto exigia adaptação imediata dos pilotos.
Área de escape asfaltada pesou na avaliação da direção de prova
Um dos elementos que ajudam a explicar a escolha por manter apenas bandeiras amarelas foi o desenho da curva 15. A área de escape interna era completamente asfaltada, o que oferecia uma rota de desvio e provavelmente influenciou a leitura da direção de prova sobre a necessidade de uma neutralização maior.
A decisão, porém, não encerrou a discussão. O acidente aconteceu em um momento com duelos espalhados pelo pelotão, e a combinação entre carros brigando por posição e escolhas diferentes de trajetória manteve a avaliação sob questionamento.
Além da discussão sobre segurança, o episódio também teve reflexo esportivo: Max Verstappen recuperou cerca de meio segundo sobre George Russell no contexto do trecho sob bandeira amarela, um efeito direto da forma como a situação foi administrada pela direção de prova.
































