O lance aconteceu na volta 36, quando Colapinto travou as rodas e acertou Gasly, que vinha em sétimo. Norris também acabou envolvido, e os três abandonaram com 15 voltas restantes. Antes do incidente, Colapinto estava em décimo.
Briatore criticou manobra e indicou análise interna
Flavio Briatore, consultor executivo da Alpine, foi direto ao avaliar o episódio. “A manobra de nosso piloto foi muito ruim”, disse. Em outra declaração, ele afirmou estar “extremamente desapontado com o resultado da corrida de hoje” e acrescentou: “Sinto muito pela equipe e pelo Pierre, que fez um grande trabalho.”
Além da punição esportiva aplicada pelos comissários, Andrea Stella, chefe da McLaren, sugeriu que Colapinto ainda pode enfrentar consequências dentro da própria Alpine. “Não sei qual dos dois será mais severo com quem causou o problema”, afirmou, ao comentar a possibilidade de uma cobrança adicional por parte de Briatore.
McLaren apoiou decisão dos comissários
Stella também defendeu a penalização imposta pela FIA e citou a necessidade de julgamento dos pilotos em um trecho de alto risco. “A experiência acumulada na F1 deveria influenciar a maneira como os pilotos abordam aquele trecho”, afirmou sobre a curva 1. Em outra fala, o dirigente da McLaren resumiu: “Os pilotos também devem correr com um certo grau de bom senso.”
O impacto do acidente foi direto também na disputa entre equipes. A Alpine perdeu a chance de somar os pontos do sétimo lugar de Gasly, em um episódio que custou sete pontos no campeonato de construtores, enquanto Arvid Lindblad terminou em sétimo e ampliou para 15 pontos a vantagem da Racing Bulls.
Depois da corrida, houve reação contrária à ideia de uma punição mais pesada, como suspensão. George Russell discordou dessa possibilidade ao dizer: “Acho isso severo demais, pessoalmente.” Max Verstappen seguiu linha parecida: “Acho que um pequeno erro ou uma avaliação equivocada pode ter grandes consequências.”
































