Para Villeneuve, a decisão fez sentido pelo que os dois carros mostravam naquele momento da corrida. “Foi perfeito. Não havia motivo para pedir ao Max para deixar o Isack passar”, afirmou. O ex-piloto também resumiu a leitura estratégica da equipe: “O Max tinha mais chances de chegar lá na frente, então eles fizeram a coisa certa”.
Diferença de pneus não mudou a ordem na pista
O debate sobre uma possível inversão ganhou força porque Verstappen estava com pneus médios, enquanto Hadjar tinha pneus em melhor estado no trecho decisivo da prova. Ainda assim, a Red Bull optou por preservar as posições entre os dois carros, apostando que Verstappen tinha a melhor oportunidade de buscar quem estava à frente.
A pequena diferença para o vencedor virou o principal dado da discussão depois da corrida. Com menos de dois décimos separando Verstappen do primeiro colocado, a escolha de não trocar os carros passou a ser tratada como uma decisão diretamente ligada à disputa pela vitória nas voltas finais.
Mekies diz que a Red Bull avaliou os cenários antes da decisão
Laurent Mekies, da Red Bull, afirmou que a equipe estudou as possibilidades antes de manter a ordem na pista. “Analisamos todos esses cenários, honestamente, e decidimos manter os carros nessas posições”, disse o dirigente ao comentar a reta final da corrida.
Mekies também afirmou que a Red Bull esteve perto de transformar a pressão no fim em vitória. “Faltou um décimo, mas tivemos a chance de brigar com ele”, declarou, em referência à disputa na frente da prova.
Além da escolha estratégica, Mekies elogiou a disciplina dos dois pilotos no desfecho da corrida e destacou a inteligência de Hadjar ao longo da prova, em uma atuação em que os dois carros da Red Bull terminaram próximos nas voltas finais sem mudança de posições por ordem da equipe.