O prazo foi citado por Ayao Komatsu, chefe da Haas, ao comentar a reta final da temporada. “Acho que o Stefano está planejando nos informar em meados de outubro”, afirmou. A janela é curta porque a eventual troca no calendário depende não só de uma decisão esportiva, mas também de uma operação logística completa em pouco tempo.
Além da preparação antecipada em Ímola, a Fórmula 1 também assumiu integralmente o custo dessa estrutura inicial. Mesmo assim, a possibilidade de usar o circuito como alternativa ainda esbarra em questões práticas para colocar uma corrida de pé em dezembro.
Ímola já recebeu sinal verde, mas logística segue como entrave
A alternativa mais adiantada no momento é Ímola, que foi liberada para começar os preparativos. O principal obstáculo, porém, está fora da pista: organização e logística são os pontos centrais para viabilizar a troca dentro do prazo.
Laurent Mekies, chefe da Red Bull Racing, apontou uma das exigências para que o plano avance. Segundo ele, é preciso garantir equipes disponíveis para montar as estruturas do evento. Em suas palavras, há a “necessidade de assegurar equipes disponíveis para montar as estruturas”.
Essa etapa operacional ganha peso porque o calendário entra em fase decisiva e uma eventual substituição exige montagem, coordenação e confirmação com antecedência suficiente para não comprometer a realização do fim da temporada.
Dirigentes tratam metade de outubro como limite para mudança
Mattia Binotto, dirigente da Audi, também indicou que a categoria não pretende esticar essa definição por muito mais tempo. “Meados de outubro é a última chamada para tomar essa decisão”, disse, ao falar sobre o limite para organizar uma eventual mudança.
Na prática, o cenário aberto hoje envolve as duas provas originalmente previstas para 29 de novembro e 6 de dezembro e um plano alternativo já em preparação. A questão pendente é se a Fórmula 1 conseguirá fechar a operação necessária a tempo para trocar o calendário caso seja preciso.