Os dados de desgaste apontam para uma corrida em que administrar pneus tende a ser menos crítico do que em outras pistas. A degradação estimada é de cerca de 0s062 por volta com os Macios, 0s039 com os Médios e 0s033 com os Duros, o que mantém abertas sequências como Médio-Macio, Macio-Médio, Médio-Duro e Macio-Duro.
Baixa degradação favorece flexibilidade nas escolhas
Com esse nível de desgaste, o principal diferencial pode estar menos na duração do composto e mais na forma como cada carro coloca os pneus na janela ideal de funcionamento. Dario Marrafuschi, diretor de automobilismo da Pirelli, resumiu esse ponto ao dizer que “a escolha dependerá principalmente da forma como cada carro aquece os pneus”.
Esse fator ganha peso porque a pista oferece mais de um caminho viável de estratégia, sem obrigar as equipes a seguir um roteiro único. O comportamento de carros de Mercedes, McLaren, Red Bull e Ferrari no aquecimento dos compostos pode, portanto, influenciar a decisão entre começar com Macios ou Médios e definir o segundo stint com Duros ou Macios.
Safety Car e vento são variáveis centrais para a corrida
Outro elemento importante para a estratégia é a chance de intervenção do Safety Car. Historicamente, ele apareceu em 67% das corridas realizadas entre 2018 e 2025. Isso muda o cálculo das equipes porque uma parada em condições normais custa aproximadamente 19s3, mas esse tempo cai para cerca de 11 segundos quando feita sob Safety Car.
Além disso, a previsão indica vento médio de 20 km/h, com rajadas que podem chegar a 30 km/h. Esse quadro pode mexer no equilíbrio dos carros e no funcionamento dos pneus ao longo da prova, mesmo com a expectativa inicial de pista seca.