“Nesta fase da minha vida, só há uma equipe pela qual eu aceitaria abrir mão de participação na propriedade”, disse Horner. Na sequência, resumiu o motivo: “A Ferrari é a maior marca da Fórmula 1. É o sonho.”
Aos 52 anos, Horner vinha sendo ligado repetidamente a um cargo de liderança na Aston Martin, mas sua declaração desloca o foco para a Ferrari. Até aqui, a posição pública dele era a de que não voltaria à F1 a menos que tivesse participação como dono no novo projeto. Ao admitir uma exceção, Horner colocou a Ferrari em um patamar separado das demais possibilidades.
Momento da Ferrari mantém futuro de Vasseur em aberto
A fala surge em uma temporada em que a Ferrari não atingiu as expectativas de brigar por títulos. Nesse cenário, o futuro de Fred Vasseur depende do sucesso da equipe neste ano, sem definição confirmada sobre mudanças no comando.
Por isso, o nome de Horner passa a entrar no debate sobre um eventual redesenho da estrutura da Ferrari. A possibilidade, porém, segue indefinida, e as próprias declarações de Horner tratam de uma hipótese de retorno, não de negociação anunciada.
Possível chegada de Horner também é ligada a Hamilton
Uma eventual nomeação de Horner para um cargo importante na Ferrari também foi relacionada ao futuro de Lewis Hamilton na equipe. Will Buxton apontou que Hamilton pode deixar a Ferrari se Horner for escolhido para o posto.
Esse cenário amplia o peso de qualquer mudança na chefia da equipe, porque envolveria não só a sucessão de Vasseur, caso ela aconteça, mas também a continuidade de um de seus pilotos mais relevantes. No momento, não há confirmação de que a Ferrari vá trocar seu comando, nem de que Horner esteja em negociação para assumir a função.
Horner ficou 21 anos à frente da Red Bull, período em que se consolidou como um dos chefes mais longevos da Fórmula 1. Desde que deixou o dia a dia do paddock, seu nome continuou aparecendo em especulações sobre cargos de liderança, especialmente na Aston Martin, antes de agora colocar a Ferrari como sua escolha de exceção.