A indefinição envolve a reta final do calendário, hoje planejada com os eventos no Qatar e em Abu Dhabi. Stefano Domenicali, CEO da F1, havia indicado inicialmente uma definição em meados de setembro, mas dirigentes de equipes apontaram que o novo limite esperado é meados de outubro.
Imola avança como opção de reserva para dezembro
Os organizadores em Imola receberam autorização para construir arquibancadas e tocar os preparativos necessários. A própria Fórmula 1 está cobrindo os riscos financeiros ligados a essa operação, enquanto mantém a pista de prontidão caso precise acionar o plano alternativo.
Ayao Komatsu, chefe da Haas, tratou a movimentação como uma medida preventiva. “Acredito que Imola está se preparando caso a gente precise fazer isso”, afirmou.
Segundo as informações discutidas entre as equipes, Imola teria condições de receber a corrida no primeiro fim de semana de dezembro. A temperatura no circuito não é vista como um obstáculo relevante para a competição, e as maiores preocupações estão concentradas na operação fora da pista.
Equipes apontam logística como principal desafio
Mattia Binotto, chefe da equipe Audi, afirmou que o cronograma exige uma definição rápida. “Meados de outubro é o prazo final para uma decisão desse tipo”, disse.
Binotto também indicou onde está o principal ponto de atenção em uma eventual troca de sede para o fechamento do campeonato. “Os principais desafios são mais de organização e logística”, afirmou.
Komatsu citou dificuldades práticas para uma mudança dessa natureza, especialmente na necessidade de mobilizar pessoal adicional para executar tarefas de apoio em um evento reorganizado em curto prazo.
Até aqui, a F1 e os promotores seguem sustentando a realização das provas no Qatar e em Abu Dhabi, mas ainda sem confirmação definitiva sobre o desfecho do calendário de 2026.