De acordo com a decisão, Hamilton havia sido avisado duas vezes pela equipe sobre a aproximação de Lawson, mas mesmo assim não seguiu a orientação de tráfego. As notas de competição do diretor de prova determinam que carros em volta de saída ou em ritmo lento permaneçam no extremo esquerdo da pista.
No rádio, Lawson reclamou da manobra de forma imediata: “Isso é perigoso pra cacete. Meu Deus, cara, muito perigoso.” Os comissários registraram que Hamilton “não seguiu as instruções de gestão de tráfego”.
A punição ficou restrita a uma advertência. Em treinos livres, casos de obstrução costumam ser tratados dessa forma, a menos que sejam considerados perigosos ou intencionais. Nesse tipo de situação, a diferença de velocidade entre os carros pode ser grande por causa do gerenciamento de energia.
Racing Bulls vê chance de Q3 apesar de acidente
Mesmo com o susto envolvendo Lawson e o acidente de Arvid Lindblad no TL2, a Racing Bulls encerrou o dia confiante no próprio ritmo. Lawson terminou a sessão em 12º, depois de ter sido o sétimo no Treino Livre 1.
Lindblad, que foi oitavo no Treino Livre 1, mostrava evolução antes de bater. Alan Permane, chefe da equipe, disse que o carro vinha respondendo bem até o acidente e afirmou que a equipe ainda tem margem para ajustes, com a meta de colocar os dois carros no Q3.
Lindblad também assumiu a responsabilidade pelo erro e pediu desculpas à equipe pelo acidente no Treino Livre 2.
Bortoleto relata dificuldades da Audi no segundo treino
Gabriel Bortoleto fechou o Treino Livre 2 na 14ª colocação, com a melhor volta em 1min45s794, e reconheceu que a Audi ficou abaixo do que esperava. No primeiro treino, ele usou as novidades do carro, enquanto Nico Hülkenberg andou com a configuração anterior como parte do trabalho comparativo da equipe.
“Para ser sincero, acho que o carro não estava muito bom no TL2”, afirmou Bortoleto. O piloto também destacou a dificuldade para levar o carro ao limite em Baku, um traçado que mistura retas longas com trechos estreitos, em condições de pouca aderência e com influência de poeira na pista.
Segundo Bortoleto, a sequência agora é analisar os dados com os engenheiros para entender o comportamento do carro. “Precisamos consultar os engenheiros agora, estudar tudo e tentar encontrar uma solução”, disse o piloto, que também lembrou que a equipe estreou várias peças novas no carro.
































