Mesmo com o domínio nos tempos, a própria Mercedes adotou cautela ao avaliar o cenário em Baku. Bradley Lord, chefe adjunto da equipe e substituto de Toto Wolff neste fim de semana, afirmou que “não se deve tirar conclusões precipitadas”, em meio à leitura de que as condições de pista podem ter influenciado os resultados desta sexta.
A Red Bull chegou à etapa com o último grande pacote de atualizações para o RB22, mas ainda assim apareceu distante da referência da Mercedes. Pierre Waché, diretor técnico da equipe, admitiu surpresa com a diferença: “Não esperava uma diferença tão grande, sobretudo nas retas.”
Mercedes abre vantagem sem levar atualizações para a etapa
O desempenho ganhou ainda mais peso porque a Mercedes não levou atualizações para esta corrida. Em 2026, o gerenciamento de energia tem sido apontado como um diferencial importante da unidade de potência da marca, e a longa reta de 2,2 quilômetros de Baku amplia esse tipo de exigência.
Isack Hadjar, de volta à pista neste fim de semana, também destacou o que viu da rival ao longo do dia. “É muito impressionante. Acho que temos um bom carro, mas a Mercedes está fora de alcance”, disse.
Antonelli perde tempo com problema hidráulico
O resultado da Mercedes também veio apesar de um contratempo no carro de Antonelli. O piloto perdeu tempo de pista por causa de um problema hidráulico durante as atividades, o que limitou parte do trabalho da equipe ao longo da sexta-feira.
Segundo Lord, o carro de Antonelli voltou 15 minutos depois do treino, em referência ao trabalho dos mecânicos para recuperar o equipamento. Ainda assim, o italiano terminou o dia com o segundo melhor tempo, atrás apenas de Russell.
Na Ferrari, a leitura também foi de prudência diante dos tempos da sexta. Frederic Vasseur, chefe da equipe, tratou os resultados com ironia: “Estou ficando velho demais para prestar muita atenção à sexta-feira!”
































