Segundo o relato citado por Surer, Leclerc inicialmente se recusou a abrir caminho para Hamilton durante a corrida. Para o ex-piloto, o chefe da Ferrari falhou no controle do episódio. “Foi um grande erro”, disse Surer sobre a forma como a ordem de equipe foi administrada.
Surer vê problema além de uma corrida
A crítica de Surer não ficou restrita ao episódio entre os dois pilotos. Ele afirmou que a Ferrari enfrenta dificuldades que vão além de uma única prova e comparou o cenário da equipe com modelos de liderança que, na visão dele, funcionaram melhor em outras estruturas da Fórmula 1.
Entre os exemplos citados, Surer lembrou Jean Todt como uma referência de comando na Ferrari e também mencionou Toto Wolff, chefe da Mercedes, ao falar de liderança. A avaliação dele é que a Ferrari precisa de um nome com força suficiente para reorganizar a operação de maneira mais ampla.
Horner é citado como solução, mas com condição
Ao apontar um possível caminho, Surer disse que Christian Horner seria o nome ideal para assumir esse papel na Ferrari. “Christian Horner seria o homem perfeito para fazer isso, tenho certeza”, afirmou o ex-piloto.
Surer, porém, ponderou que uma eventual chegada de Horner só funcionaria se ele tivesse liberdade para montar a própria estrutura. Na comparação feita pelo ex-piloto, esse foi o modelo adotado por Jean Todt e por Ross Brawn, que levou metade de sua equipe da Benetton para a Ferrari.
Na visão de Surer, Horner teria dificuldades se assumisse a função sem esse respaldo interno. “Se Christian for por conta própria, sozinho, ele estará perdido lá”, afirmou.
































