Stefano Domenicali, CEO da F1, já havia indicado que a definição não sairia com antecedência ampla. “Tomaremos a decisão no momento certo. Esse momento não será antes de meados de setembro”, afirmou. Em outra declaração, o dirigente também disse que “os ingressos já estão esgotados”.
Promotores têm custo alto para cancelar as corridas
Um dos entraves para uma mudança no calendário é financeiro. Promotores que cancelam um GP ficam expostos a prejuízo por contrato, e as taxas de realização citadas no debate são altas: US$ 55 milhões por ano no Catar e US$ 40 milhões por ano em Abu Dhabi. Os valores podem variar conforme o perfil do promotor, especialmente quando há apoio estatal.
Mesmo com as incertezas, Abu Dhabi chegou a anunciar atrações musicais para o evento, incluindo Zara Larsson, The Script, Imagine Dragons e Lewis Capaldi. Depois disso, Zara Larsson publicou nas redes sociais que não vai se apresentar em Abu Dhabi.
Logística e calendário ampliam o problema para a F1
Além da questão contratual, a F1 lida com um problema operacional. O transporte de equipamentos pode ser feito por via marítima ou aérea, e a passagem marítima pelo Estreito de Ormuz depende do andamento das hostilidades entre Irã e Estados Unidos.
A categoria também precisa considerar compromissos comerciais mais amplos. A F1 necessita de um mínimo de 23 GPs por ano para um contrato de transmissão, o que limita a margem para cortes no calendário sem substituição.
Ímola aparece como principal alternativa
Nos bastidores, Ímola é tratada como a favorita para receber a final da temporada de 2026 caso seja necessária uma mudança. Há ainda precedente de solução extraordinária: em outra situação, o Bahrein alugou o circuito de Sepang, na Malásia, para cumprir obrigações contratuais com a Fórmula 1.