O cenário coloca a equipe diante da possibilidade de formar a dupla com dois nomes ligados a programas de jovens pilotos da Ferrari, mas Komatsu indicou que esse ponto não será tratado como entrave na definição. A prioridade, segundo ele, é desempenho na pista.
Haas prioriza desempenho na escolha da dupla
Ao falar sobre o perfil buscado para 2027, Komatsu resumiu o critério da equipe: “O que queremos mesmo são dois pilotos rápidos.” A declaração foi dada ao tratar da seleção independentemente dos vínculos dos candidatos com academias de formação.
Komatsu também associou a escolha ao impacto interno da decisão para a estrutura da Haas. Em sua fala, ele citou diretamente o peso que a definição tem para quem trabalha na equipe e defendeu que a formação seja baseada nos melhores nomes disponíveis. “De novo, para todos, para as 400 pessoas que trabalham aqui, elas precisam saber disso”, afirmou.
Testes já envolveram Câmara, Fornaroli e Hirakawa
Na preparação para a decisão, a Haas já colocou Ryo Hirakawa, Fornaroli e Câmara em testes. Agora, a disputa ficou concentrada entre os dois jovens pilotos, com Fornaroli aparecendo como o principal candidato à vaga.
A presença de Câmara na reta final do processo mantém o brasileiro em uma disputa direta por um assento na Fórmula 1 para 2027, num contexto em que a Haas já fez avaliações práticas com os candidatos antes de afunilar a escolha.
Fator financeiro só entra em caso extremo
Komatsu também afastou a possibilidade de o aspecto financeiro ser determinante na definição. Segundo o chefe da Haas, pacotes de patrocínio só seriam considerados se os candidatos chegassem a um empate técnico absoluto, cenário que ele não vê como provável. “Não acho que isso vá acontecer”, disse.
Com Ocon fora da disputa, a definição da vaga da Haas ficou restrita a Câmara e Fornaroli, enquanto Bearman já é o nome certo da equipe para compor a formação de 2027.