“O Gabriel me lembra ele pela ética de trabalho e por ser uma pessoa com grande sensibilidade humana”, afirmou Binotto em entrevista.
A comparação ganha peso pelo histórico do próprio dirigente com Schumacher. Binotto trabalhou com o alemão na Ferrari a partir de 1995 e recorreu a essa experiência para explicar o tipo de qualidade que considera indispensável na formação de um piloto dentro de um projeto competitivo de Fórmula 1.
“Não dá para improvisar. Talento é necessário, mas não é suficiente”, disse o chefe da Audi.
Binotto associa comparação a valores de trabalho e comportamento
Ao detalhar a referência a Schumacher, Binotto citou não só a dedicação ao trabalho, mas também o lado pessoal do heptacampeão. Segundo ele, esse conjunto é o que o faz enxergar pontos em comum com Bortoleto no ambiente da equipe.
“Sempre achei que o Michael era ainda mais forte como pessoa”, declarou.
Bortoleto tem recebido elogios pela postura profissional dentro do projeto da Audi. Além de Binotto, Nico Hulkenberg e Allan McNish também destacaram a dedicação do brasileiro, em avaliações internas sobre sua participação no trabalho da equipe.
Bortoleto diz que passou a conhecer mais Schumacher nas conversas com Binotto
O próprio Bortoleto afirmou que o contato com Binotto o levou a ouvir mais histórias sobre Schumacher e a buscar referências sobre o ex-piloto. “Ele sempre fala dele. Então comecei a aprender sobre ele”, disse o brasileiro.
A fala de Binotto foi feita no contexto de uma avaliação sobre o desenvolvimento de pilotos e sobre as características que ele considera centrais em um programa de Fórmula 1, com ênfase em disciplina, capacidade de trabalho e contribuição no dia a dia da equipe.
Na Audi, esse perfil tem sido um dos pontos mais elogiados em Bortoleto, que vem sendo citado internamente pela postura profissional enquanto participa da construção do projeto da equipe na categoria.