A tecnologia já havia sido usada por vários pilotos em testes anteriores, mas nunca em uma prova do campeonato. O CEO da Promotora WRC, Éric Boullier, confirmou a realização do experimento durante o evento. “Vamos testar essa câmera no capacete”, afirmou.
Teste ao vivo já foi homologado e aprovado pela FIA
O equipamento que será usado na Sardenha já recebeu homologação e aprovação da FIA. Segundo Boullier, trata-se de um teste em condição real de prova, e não apenas de uma demonstração fora da competição.
A referência mais próxima para o WRC vem da Fórmula 1, que já utiliza câmeras de capacete com frequência em grandes prêmios e sessões de classificação. A tecnologia também já passou por testes na própria F1 antes de ser adotada de forma regular.
A ideia da Promotora WRC é usar esse novo ângulo para aumentar a quantidade e a variedade de imagens disponíveis durante o fim de semana. Boullier resumiu o objetivo ao dizer que a categoria quer “mostrar mais emoção”. Ele também citou uma limitação prática da cobertura atual do rally: “É difícil mostrar o fim de semana inteiro”.
M-Sport participa da experiência na Sardenha
Boullier disse que a câmera será instalada em um piloto da M-Sport na etapa da Sardenha. O nome ligado ao teste é Jon Armstrong, embora a confirmação oficial tenha sido feita sobre a realização da experiência com a tecnologia, sem detalhamento adicional sobre o escopo do uso ao longo de toda a prova.
Além da estreia da câmera em competição, o projeto está ligado a uma discussão técnica mais ampla sobre a transmissão de dados e imagens no campeonato. A Promotora WRC trabalha com a perspectiva de aumentar a largura de banda disponível para obter mais dados dos carros e também mais câmeras embarcadas, ampliando as opções de cobertura durante o rally.