Nos playoffs, a ordem de classificação é ajustada para os 16 pilotos que disputam o campeonato. Pela regra atual, 70% da fórmula é baseada na posição de chegada da corrida anterior, enquanto 30% vêm das posições nos pontos dos proprietários.
O caso de Darlington intensificou a discussão porque a métrica foi alimentada pelo resultado de Daytona. Kyle Larson acabou perdendo pontos importantes na fase 1 da corrida por causa da posição de largada. Mesmo assim, ele segue na liderança do campeonato, com um ponto de vantagem sobre Denny Hamlin, restando sete corridas.
Equipes e pilotos divergem sobre o que seria mais justo
Cliff Daniels, crew chief de Kyle Larson na Hendrick Motorsports, defendeu um critério mais ligado ao campeonato. “Meu time deveria começar onde está nos pontos dos proprietários se a classificação for cancelada”, afirmou.
O próprio Larson foi na mesma linha: “Acho que alinhar o campo com base nos pontos seria bom”.
Nem todos, porém, veem necessidade de mudança. Ryan Blaney apoiou o modelo atual ao dizer que “a métrica é uma coisa boa”. Bubba Wallace também considerou o critério aceitável e resumiu: “Essa parte é justa. Você paga por uma má corrida”.
Sorteio aleatório não aparece como alternativa forte
Se há discordância sobre ajustes na métrica, a ideia de definir o grid por sorteio não encontrou apoio relevante entre os pilotos ouvidos. Denny Hamlin foi direto ao rejeitar essa possibilidade: “Aleatório, não. Absolutamente não”.
Michael McDowell indicou que o problema é difícil de contornar diante dos cancelamentos por chuva. “Não acho que você pode mudar isso”, disse. Brad Keselowski também apontou a complexidade da questão ao afirmar que “não sei se há uma maneira justa de resolver essas situações”.