Patrese afirmou que substituir Vasseur por Christian Horner não seria, por si só, uma solução automática. Segundo ele, a complexidade operacional de uma equipe atual de F1 exige desempenho muito alto em todos os departamentos, e qualquer falha em uma área específica pode comprometer o conjunto.
“Controlar não apenas a Ferrari, mas qualquer outra equipe de F1, é muito difícil”, disse Patrese. “Não existe uma varinha mágica para fazer a Ferrari funcionar”, acrescentou.
Patrese aponta complexidade da estrutura da F1
Na avaliação do ex-piloto, os times modernos são formados por milhares de profissionais distribuídos em áreas especializadas. Dentro dessa lógica, setores ligados a componentes como câmbio, suspensão e freios precisam operar em nível muito alto para que o projeto entregue resultado na pista.
Patrese resumiu essa exigência ao dizer que, na Fórmula 1 atual, estar perto da perfeição ainda pode não bastar. “Você precisa de 101%. Então, se o carro está em 99%, esse é o problema”, afirmou.
Por isso, ele entende que a função central de Vasseur é montar a estrutura correta, colocando as pessoas certas nas posições certas, e não agir como solução isolada para todas as limitações do time.
Pressão sobre Vasseur aumentou nos bastidores
O debate sobre o futuro de Vasseur ganhou força depois de relatos publicados por Giorgio Terruzzi, aumentando a pressão em torno do comando da Ferrari. Mesmo reconhecendo as qualidades de Horner, Patrese não o trata como resposta obrigatória para o momento vivido pela equipe.
“Não quero colocar a cruz da morte em Vasseur”, afirmou Patrese ao comentar a possibilidade de mudança no comando. Ele também indicou que o problema da Ferrari não pode ser resumido a um nome no topo da estrutura, mas ao funcionamento coletivo de uma operação que precisa render no limite em todas as frentes.