Hoje, a Honda enfrenta dificuldades no novo projeto, e os problemas da Aston Martin são atribuídos principalmente a uma unidade de potência abaixo do esperado. Diante desse desempenho, Lawrence Stroll avalia alternativas caso a situação não melhore.
Receio no grid passa pelo histórico recente da Honda
A resistência de algumas equipes a ampliar o suporte à Honda está ligada ao que aconteceu na fase anterior da fabricante na categoria. Com motores Honda, Verstappen conquistou quatro títulos consecutivos entre 2021 e 2024, em um período em que a Red Bull estabeleceu forte referência técnica. No momento, a Red Bull segue apontada como dona do melhor desempenho de motor no grid.
Esse histórico alimenta a cautela de concorrentes que não querem ajudar além da conta uma fornecedora que já transformou apoio recebido em vantagem esportiva. A preocupação é que um novo pacote de suporte acabe dando à Honda margem para crescer justamente às vésperas de mudanças importantes no regulamento.
Mudança de regulamento em 2027 amplia discussão
A Fórmula 1 vai alterar as regras de motores em 2027 para favorecer mais o motor de combustão interna. Pela divisão prevista, a proporção será de 58-42 em 2027 e passará a 60-40 em 2028. Nesse contexto, qualquer ajuda externa à Honda é tratada com mais cuidado, porque pode influenciar o equilíbrio competitivo sob a nova configuração técnica.
No debate público sobre o tema, há posições diferentes. Julianne Cerasoli, comentarista do UOL Pole Position, afirmou que James Vowles rejeitou a ideia de apoio: “James Vowles disse que não, que é contra isso.” Já Rodrigo Lamonato, também comentarista do UOL Pole Position, relatou uma condição para que o movimento avance: “Se a maioria aprovar e os fabricantes concordarem, então ajudem a Honda.”
A discussão ocorre enquanto a Aston Martin tenta reagir a um começo de parceria abaixo do esperado, com a ameaça de troca de rumo caso a Honda continue sem entregar o desempenho esperado da unidade de potência.