Mesmo com duas vitórias na temporada de 2026, a Ferrari aparece fora da disputa pelo título, o que muda o peso das decisões técnicas para o restante do calendário. Nesse cenário, a recomendação é usar os fins de semana como oportunidade para acelerar aprendizados que possam ser úteis no próximo projeto.
Hinchcliffe sugere abordagem mais experimental
Ao comentar a situação da Ferrari, Hinchcliffe resumiu a prioridade que, na visão dele, deveria guiar a equipe: “É sobre trabalhar em 2027.”
Sem a possibilidade de realizar testes livremente entre uma etapa e outra, a preparação para uma mudança de regulamento passa a depender mais do trabalho feito dentro do próprio fim de semana de corrida. Por isso, Hinchcliffe defendeu que a Ferrari assuma mais riscos no restante da temporada.
“Eles podem ir a cada fim de semana de corrida e talvez ser um pouco mais experimentais”, disse o comentarista, ao sugerir que a equipe transforme as provas restantes em uma plataforma de avaliação para soluções futuras.
Diferença para a Mercedes pesa no planejamento
A distância de 145 pontos para a Mercedes ajuda a explicar por que a discussão sobre alocação de recursos ganha força. Em campeonatos com mudanças de regulamento, equipes que precisam recuperar terreno enfrentam limitações maiores para equilibrar desenvolvimento imediato e preparação de longo prazo.
A Ferrari tem Charles Leclerc e Lewis Hamilton entre seus pilotos e somou duas vitórias em 2026, mas o quadro atual coloca mais foco na definição das prioridades técnicas do que em uma reação na tabela. Dentro desse contexto, a sugestão é usar os GPs restantes para testar caminhos que não seriam adotados com a mesma liberdade em uma disputa direta pelo campeonato.