O pacote é tratado internamente como o maior da equipe nesta segunda metade de 2026. A intenção é gerar mais carga aerodinâmica de forma eficiente, em uma pista que exige compromisso entre velocidade de reta e desempenho nas curvas lentas.
Baku impõe compromisso entre reta longa e curvas lentas
Rob Marshall, diretor técnico da McLaren e responsável pelo desenvolvimento do MCL40, destacou que o traçado exige soluções fora do padrão. “Baku é um circuito de extremos, combinando a reta mais longa da Fórmula 1 com algumas das curvas mais lentas”, afirmou.
Por isso, a configuração do carro ainda pode mudar ao longo do fim de semana. A reta muito longa pode levar a McLaren a usar uma especificação mais plana em parte do acerto, mesmo com a equipe trabalhando para aumentar a carga aerodinâmica. Em Madri, por exemplo, o time escolheu um ajuste com mais carga, especialmente na asa traseira.
Assoalho novo e versão revista da ‘asa Macarena’
A principal novidade do assoalho busca aumentar a eficiência do carro. Outra peça revisada é a chamada “asa Macarena”, nome pelo qual ficou conhecida a nova versão da H-Wing, agora adaptada para funcionar com níveis mais altos de carga aerodinâmica.
Além da aerodinâmica, a gestão e a distribuição de energia devem ter peso importante no desempenho da McLaren no Azerbaijão. O MCL40 vinha de um desempenho forte no controle do desgaste nas fases iniciais da corrida em Madri, mas o desafio agora é transferir competitividade para um traçado de características bem diferentes.
Marshall afirmou que a equipe ainda segue descobrindo pontos do carro a cada etapa. “Ainda estamos aprendendo algo novo sobre esses carros a cada corrida”, disse. Sobre a próxima prova, ele resumiu: “Baku oferecerá mais um teste valioso para o MCL40.”