O traçado tem 6,003 km e 20 curvas, com características que costumam colocar menos carga sobre os pneus por causa do asfalto relativamente liso. Nesse contexto, a projeção é de stints longos e de um comportamento competitivo do C5, o composto macio da seleção do fim de semana, por muitas voltas.
Recapeamento em parte do circuito pode mexer com o comportamento da pista
Um dos pontos de atenção para o fim de semana está no recapeamento feito nas curvas 2, 3 e 4. A tendência é de mudança nas condições de aderência nesse trecho, sobretudo no início das atividades, antes de a pista ganhar mais borracha.
A evolução do asfalto ao longo dos dias deve ser importante em Baku. A aderência tende a aumentar conforme os carros colocam borracha no traçado, fator que pode alterar o rendimento dos compostos entre o começo dos treinos e a definição da estratégia para a corrida.
Frenagens, tração e temperatura dos pneus entram no cálculo
Além da baixa abrasividade do asfalto, Baku impõe exigências técnicas específicas. O circuito pede boa estabilidade em frenagem, tração eficiente nas saídas de curva e eficiência aerodinâmica, combinação que interfere diretamente no uso dos pneus ao longo da prova.
As temperaturas dos compostos também podem variar por causa das longas retas e da sombra projetada pelos prédios em parte do circuito. Outro fator citado pela Pirelli é o risco de travamentos nas frenagens, especialmente no eixo dianteiro, algo que pode influenciar o desgaste mesmo em uma pista com tendência de degradação contida.
Histórico de 2025 indica estratégia conservadora para a corrida
O retrospecto recente reforça a leitura de uma prova mais controlada na estratégia. Em 2025, todos os pilotos completaram a corrida com uma única parada, com 11 largando de pneus médios e nove de duros. Naquela edição, o composto macio nem chegou a ser utilizado na corrida.
Para 2026, a programação do fim de semana foi antecipada em um dia: os treinos serão realizados na quinta-feira, enquanto a corrida está marcada para sábado.