Com passagens por Ferrari e Williams, Smedley afirmou que a estrutura atual da FIA não consegue avaliar todos os ocorridos em tempo real. Ao comentar a demora em algumas definições ao longo das provas, ele resumiu: “Isso é muito óbvio”.
Smedley aponta sobrecarga na estrutura atual
Segundo Smedley, o problema passa pelo volume de situações que precisam ser acompanhadas simultaneamente ao longo de uma corrida. “Os comissários ficam extremamente ocupados com a corrida”, disse.
A sugestão é ampliar o quadro para permitir respostas mais rápidas a incidentes, manobras sob investigação e outros lances que hoje muitas vezes seguem sem desfecho imediato. A ideia apresentada por Smedley é que mais decisões sejam tomadas enquanto a prova ainda está em andamento, em vez de ficar concentradas no pós-corrida.
Ao mesmo tempo, ele não defendeu o fim completo das apurações posteriores. Para o ex-engenheiro, esse mecanismo deve continuar existindo, inclusive para corrigir eventuais erros. “Não dá para eliminar isso totalmente”, afirmou.
Casos técnicos seguiriam para análise depois da prova
Smedley também destacou que a natureza técnica da Fórmula 1 impõe limites para qualquer tentativa de resolver tudo em tempo real. “É um esporte técnico”, disse, ao explicar por que algumas infrações exigem verificação mais detalhada mesmo depois do encerramento da corrida.
Entre os exemplos citados de situações que podem demandar investigação posterior estão desgaste excessivo da prancha do assoalho, asas traseiras na altura errada, abertura de fenda irregular e carros abaixo do peso mínimo.
Nesse cenário, a proposta não elimina o trabalho pós-corrida, mas separa melhor os tipos de ocorrência: decisões mais simples ou urgentes seriam resolvidas com maior rapidez durante a prova, enquanto os casos mais complexos continuariam sob análise após a corrida, dentro do processo já usado pela FIA para revisar possíveis irregularidades técnicas.