Leclerc foi superado por Hamilton por 10 a 9 nos treinos classificatórios disputados até aqui e soma 16 pontos, contra 64 do companheiro na temporada. O quadro, porém, também foi afetado por incidentes, incluindo a batida no Q3 em Barcelona, que pesou em sua média de classificação.
Leclerc diz que copiar o companheiro não era uma solução simples
Ao falar sobre o assunto no podcast Beyond The Grid, Leclerc descreveu o momento com a SF-26 como “extremamente difícil de lidar”. Na avaliação do piloto da Ferrari, a solução não passava por repetir o que Hamilton fazia ao volante.
“Não é tão fácil quanto pensar: ‘Ah, o Lewis está fazendo isso, então eu vou fazer a mesma coisa’”, disse Leclerc. Ele também relatou que tentou trabalhar para encontrar uma maneira de deixar o carro mais adaptado às suas características de pilotagem.
Outro ponto citado por Leclerc foi o risco de exagerar na análise dentro do cockpit. “Quando você pensa demais, sabe que está deixando tempo na mesa”, afirmou.
Desempenho mudou nas últimas corridas
Apesar da desvantagem no recorte geral da temporada, Leclerc melhorou seu rendimento nas rodadas mais recentes. Nas últimas seis etapas, ele marcou 88 pontos, contra 66 de Hamilton no mesmo período.
Nesse recorte, o piloto também conquistou a vitória no GP da Inglaterra, seu primeiro triunfo desde 2024. Em Silverstone, ele se classificou 0s175 atrás de Kimi Antonelli e 0s172 à frente de Hamilton.
Leclerc ainda indicou que houve evolução em Barcelona, embora tenha admitido que não tinha justificativas para o resultado da classificação. “Em Barcelona, foi melhor. E em Barcelona, claro, na classificação, eu não tenho desculpas”, disse.
Durante a temporada, Leclerc também mudou para discos de freio da Carbone Industrie. Antes, ele havia atribuído sua batida em Mônaco ao fornecedor de freios Brembo.