Segundo Oliver Solberg, o apoio no grid é amplo: “95% de nós queria isso”. O debate gira em torno da desvantagem de abrir a estrada em provas de gravel, cenário recorrente na maior parte do calendário.
Desde 2014, o líder do campeonato larga primeiro nas sextas-feiras, modelo que tem sido alvo de críticas entre os competidores. Elfyn Evans resumiu o problema ao afirmar: “Quando você começa primeiro, não há chance, o que parece um pouco injusto”. Sébastien Ogier foi na mesma linha: “Nunca foi normal penalizar tanto os líderes do campeonato”.
Ordem de corrida segue como ponto sensível no WRC
A crítica dos pilotos está ligada ao efeito de limpeza da estrada, que costuma favorecer quem larga mais atrás em especiais de superfície solta. Josh McErlean, da M-Sport, apontou diretamente esse fator: “A diferença vai estar na limpeza da estrada”.
Nos últimos anos, Ogier e Evans aparecem entre os mais afetados por esse regulamento, justamente por terem passado boa parte do período em posições de destaque no campeonato. A proposta de retomada da qualificação, usada brevemente entre 2012 e 2013, ganhou tração entre os pilotos como alternativa para reduzir esse desequilíbrio.
Mudanças técnicas ampliam debate sobre o formato
A discussão também se conecta ao próximo ciclo técnico. Novas regras serão introduzidas no ano que vem, aproximando o desempenho dos Rally1 ao dos Rally2, enquanto existe expectativa de mais carros na categoria principal a partir de 2027.
Adrien Fourmaux, da Hyundai, resumiu a preferência do grupo: “Para nós, pilotos, é melhor ter qualificação”. Thierry Neuville, porém, levantou uma dúvida prática sobre a aplicação do modelo em um cenário com carros de características diferentes: “Se você tem carros diferentes, como vai fazer a qualificação entre eles?”.
Esse ponto passa pela convivência entre Rally1, Rally2 e outras variações de carros dentro do mesmo ambiente competitivo, tema que ainda precisa ser resolvido caso a categoria avance de vez para o retorno da fase de qualificação.