Fórmula 1

Wolff apoia mecanismo da FIA para ajudar Honda, e mudança ainda depende de votação

Toto Wolff declarou apoio a eventuais ajustes da FIA no mecanismo criado para ajudar fabricantes de unidades de potência que fiquem para trás em 2026, cenário que hoje atinge a Honda. A discussão ganhou força após a entidade já ter anunciado, em maio, retoques no processo do ADUO, sistema pensado justamente como ferramenta de recuperação de desempenho.

Wolff diz que Mercedes manteria acordo com Aston Martin para 2026, mas limite a clientes mudou cenário
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Segundo os critérios já divulgados pela FIA, fabricantes que estiverem mais de 10% abaixo da referência de melhor desempenho podem receber 230 horas de bancada de testes. No caso das unidades de potência que ultrapassem essa diferença na temporada inaugural do regulamento, também existe a previsão de um ajuste para baixo de US$ 11 milhões.

Wolff afirmou que o mecanismo foi criado com esse objetivo. “O ADUO foi desenhado como um mecanismo de recuperação, e essa fórmula foi liberada para a Honda”, disse o CEO da Mercedes.

FIA já mexeu no processo, mas novos passos precisam de aprovação

A abertura de Wolff ocorre em meio ao debate sobre novas intervenções regulatórias para reduzir a defasagem da Honda, cujo motor de combustão interna é apontado como o de pior desempenho nesta temporada. Qualquer alteração adicional, porém, ainda terá de passar por votação.

O presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, também se envolveu diretamente no tema. Ele se reuniu com Lawrence Stroll, dono da Aston Martin, e defendeu a permanência de Fernando Alonso no cenário competitivo. “Não tem como permitirmos que Fernando vá embora”, afirmou.

Na Red Bull, Laurent Mekies também sinalizou disposição para discutir mudanças. “Tentamos manter uma visão bastante aberta sobre os regulamentos”, afirmou o chefe da equipe.

Aston Martin discutiu alternativas de fornecimento

Em paralelo ao debate regulatório, Lawrence Stroll manteve conversas com Mercedes e Red Bull Powertrains sobre o fornecimento de motores para a Aston Martin. Wolff confirmou que a Mercedes teria mantido a parceria com a Aston Martin em 2026 e lembrou o histórico entre os dois lados. “A Aston Martin foi cliente e parceira da Mercedes durante muitos anos”, declarou.

A Mercedes, porém, pretende trabalhar com apenas duas equipes clientes no próximo ciclo de regras. Também há uma amarra regulatória citada no paddock: a Audi tem a tarefa de fornecer motores à Aston Martin.

Na Honda, a estrutura do projeto de F1 também passará por mudança, com a saída de Tetsushi Kakuda da liderança do programa e a entrada de Yoichiro Fukao.

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Redação F1 Racing Mania

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