A discussão ganhou força depois da prova em que o VSC foi acionado imediatamente após Lando Norris passar pela entrada dos boxes. Norris terminou a corrida em terceiro, e o momento da intervenção abriu debate sobre o efeito da neutralização para quem já havia perdido a chance de parar ou ainda poderia entrar nos boxes com menos prejuízo.
Rosberg sustentou que o sistema deve ser mantido por interferir menos no andamento da corrida do que o safety car tradicional. “A gente odeia ver os carros andando em círculos atrás do safety car”, afirmou. Na sequência, reforçou a defesa do modelo: “Acho que o VSC continua sendo uma ótima solução”.
Tempo de pit stop menor é o ponto central da discussão
Na avaliação de Rosberg, o problema não está no conceito do VSC, e sim no ganho estratégico que ele pode oferecer. Com os carros circulando em velocidade reduzida na pista, o tempo perdido por quem faz a parada tende a ser menor do que em condições normais de corrida.
“O problema é que, durante o VSC, o tempo perdido no pit stop é muito menor”, disse o campeão de Fórmula 1. Esse fator ajuda a explicar por que o momento exato da neutralização passou a ser o centro da polêmica no caso de Norris, já que a intervenção veio logo depois de o piloto passar pela entrada dos boxes.
Rosberg propõe pit lane fechado durante o VSC
Como alternativa, Rosberg sugeriu o fechamento do pit lane durante os períodos de VSC. A ideia, dentro do cenário discutido por ele, seria impedir que uma neutralização rápida criasse vantagem imediata para quem ainda estivesse em posição de parar. “Essa poderia ser uma ideia, por exemplo”, afirmou.
O episódio também gerou reação de Martin Brundle, que afirmou ter ficado a sensação de que houve “roubo” pela forma como o VSC coincidiu com a passagem de Norris pela entrada dos boxes.
































