Ao revisar o período, Tsunoda disse que insistiu em uma direção que não combinava com sua forma de pilotar. “Provavelmente, o maior erro no ano passado foi tentar replicar o acerto”, afirmou. Em outro momento, resumiu a dificuldade de adaptação de forma direta: “Eu não sabia que carro estava pilotando”.
Tentativa de copiar Verstappen agravou dificuldades com o RB21
A base do problema, segundo o próprio piloto, esteve na combinação entre estilo de pilotagem e comportamento do carro. O acerto usado por Verstappen era sensível, e Tsunoda tentou seguir o mesmo caminho em um RB21 no qual também enfrentou problemas de sobreviragem.
Ele próprio admitiu que não queria abrir mão de suas referências ao volante. “Eu tenho ego suficiente para não mudar meu estilo de pilotagem”, disse. Na comparação interna, Tsunoda ficou “oito décimos” atrás de Verstappen com o RB21.
O desafio era ainda maior porque Verstappen já havia levado ampla vantagem sobre os companheiros de equipe antes de 2025. Mesmo assim, a tentativa de reproduzir exatamente a mesma configuração não se traduziu em ganho de desempenho para Tsunoda.
Troca após Lawson não mudou cenário na segunda vaga
Tsunoda assumiu o carro depois da saída de Lawson, que durou apenas duas corridas na Red Bull. O neozelandês foi dispensado depois de não conseguir sair do Q1 nas duas provas que disputou pela equipe.
A passagem de Tsunoda também não rendeu a recuperação esperada na segunda vaga. Além dos 30 pontos somados, o melhor resultado foi o sexto lugar em Baku, sem conseguir se aproximar de forma consistente do rendimento de Verstappen.
Enquanto Tsunoda enfrentava dificuldades de adaptação, Verstappen perdeu o campeonato por apenas dois pontos para Lando Norris. No fim de 2025, a Red Bull encerrou a passagem do japonês, e a vaga passou a ser de Isack Hadjar.