Na avaliação de Steiner, o problema principal está na necessidade de ajustar o traçado para criar mais oportunidades reais de disputa por posição. “Se a situação de Madri não for resolvida no próximo ano, eu veria isso como um fracasso”, afirmou.
A discussão ganha peso extra porque o contrato do GP da Espanha tem duração de 10 anos. Por isso, a análise sobre a primeira edição não fica restrita à estreia sob críticas, mas também ao que a Fórmula 1 e os organizadores conseguirão corrigir já para a próxima temporada.
Pouca ação de pista colocou o traçado no centro do debate
O dado mais citado sobre a corrida de 2026 foi o número de ultrapassagens: apenas quatro ao longo da prova. Esse cenário alimentou o debate sobre a configuração de Madring e sobre a necessidade de mudanças no desenho do circuito para aumentar as chances de ataque e defesa durante a corrida.
Steiner tratou o assunto como uma questão prática para a continuidade bem-sucedida da etapa. A preocupação apresentada por ele não foi a existência de dificuldades em uma estreia, mas a possibilidade de o mesmo quadro se repetir em 2027 sem alterações que melhorem a dinâmica da prova.
Steiner compara estreia espanhola ao início conturbado de Las Vegas
Ao comentar o primeiro ano de Madring, Steiner recorreu a outro exemplo recente do calendário. “Lembrem de Las Vegas no primeiro ano, quando as tampas de bueiro se soltaram”, disse, citando os problemas enfrentados na estreia da etapa americana.
A comparação foi usada para situar o GP da Espanha dentro de um contexto em que corridas novas podem passar por um início turbulento. No caso espanhol, porém, o ponto levantado por Steiner é a necessidade de intervenção no traçado para que a prova ofereça mais ultrapassagens já em 2027.
































