A avaliação de Alonso passa, segundo ele, por entender como os carros devem mudar. O espanhol disse que o prazer de pilotar depende do impacto das regras e resumiu o ponto central da sua análise: “Acho que é uma questão de entender qual impacto as regras do próximo ano vão ter”.
Alonso critica a dirigibilidade da geração atual
Ao explicar a indefinição, Alonso fez críticas claras ao comportamento dos carros atuais. “Acho que os carros atuais não são os melhores carros para pilotar”, afirmou. Na visão dele, o regulamento atual ainda deixa a desejar e influencia diretamente a forma como o piloto precisa extrair desempenho.
Entre os aspectos técnicos citados, Alonso apontou que os carros acabam recompensando curvas feitas de forma mais lenta para favorecer o carregamento da bateria. Esse efeito, segundo ele, pesa na experiência ao volante e entra na conta quando pensa em continuar competindo na categoria.
O piloto também indicou que espera novas mudanças antes de 2027, embora não haja indicação de que a FIA tenha conhecimento de outros planos neste momento.
Mudanças de unidade de potência já estão definidas para 2027 e 2028
No cenário já acertado entre FIA e F1, a divisão interna entre motor de combustão interna e potência elétrica será de 58-42 em 2027. Em 2028, essa proporção passará para 60-40.
Alonso tratou essas alterações como parte importante da decisão sobre seguir ou não na Fórmula 1. A avaliação dele, portanto, não se limita a calendário ou contrato, mas ao tipo de carro que a categoria vai oferecer com a evolução do regulamento técnico.
Outras categorias seguem no radar
Alonso também deixou em aberto a possibilidade de disputar outras categorias paralelamente à Fórmula 1. Questionado sobre esse caminho, respondeu apenas: “Sim”.
As declarações foram dadas no dia de atividades de imprensa em que Mike Krack e Shintaro Orihara participam de sessões de rodada com jornalistas às quintas-feiras.