O desafio aumenta porque os pilotos tiveram pouco tempo para se familiarizar com a pista antes da primeira corrida. Entre as particularidades do Madring está uma curva inclinada apontada como a mais longa da Fórmula 1, em um traçado que exige precisão e leitura rápida das referências.
Pilotos relatam circuito técnico, veloz e com trechos de compromisso cego
Max Verstappen resumiu um dos pontos de atenção do desenho da pista ao dizer que “em alguns lugares, um pequeno momento pode resultar em um acidente”. Fernando Alonso classificou o circuito como “difícil, muito técnico e de alta adrenalina”.
Lando Norris destacou o contraste entre a preparação virtual e a experiência real de um traçado desse tipo. “O que falta no simulador é a sensação de velocidade e medo de um circuito urbano”, afirmou. Alex Albon, piloto da Williams, explicou uma dificuldade específica: “Algumas curvas exigem que os pilotos se comprometam com uma linha antes de ver o ápice”.
Pierre Gasly foi direto ao comentar o potencial de incidentes: “Coloco meu dinheiro na bandeira vermelha, com certeza”. Já Nico Hulkenberg disse que a pista é “definitivamente intensa e de alta velocidade”, mas acrescentou que ainda não tem preocupações em relação à segurança.
Estrutura do evento ainda convive com obras na área da IFEMA
A nova corrida de Madrid acontece entre os pavilhões da IFEMA, com a construção do local ainda em andamento antes da chegada do público. O paddock é o maior do calendário da Fórmula 1, e a pitlane tem 542 metros de extensão.
Outro detalhe incomum da infraestrutura é a distância de 100 metros entre as garagens no meio da pitlane. Antes do evento, a Ferrari foi a única equipe a realizar um dia de filmagem no Madring. Sergio Perez avaliou que o circuito tem “uma pista adequada, mas um pouco assustadora” e disse que não o considera tão perigoso quanto Jeddah.