“Eu apostaria em bandeira vermelha. Isso é certo”, afirmou Gasly ao falar sobre as dificuldades que enxerga no circuito. A avaliação do francês parte de uma combinação de características que, segundo ele, tende a aumentar a chance de incidentes logo em um fim de semana de adaptação a uma pista nova.
Zonas cegas, ondulações e relevo mudam as referências
Gasly descreveu o Madring como um circuito com muitas zonas cegas, além de subidas, descidas e ondulações. Na prática, isso deve afetar os pontos de referência dos pilotos, especialmente em trechos de frenagem e nas sequências de curvas mais sinuosas e tortuosas.
O piloto da Alpine também citou zonas de travagem “ligeiramente exageradas”, em um cenário que pode ficar ainda mais complexo com a evolução da pista ao longo do fim de semana, à medida que o asfalto recebe mais borracha. Em um traçado assim, as referências podem mudar de sessão para sessão.
“Espero uma pista muito complicada e desafiadora para nós”, disse Gasly. A preocupação dele passa justamente pela facilidade de cometer erros em um circuito com pouca margem, trechos cegos e mudanças constantes de relevo.
Comparação com Mônaco dimensiona o nível de exigência
Para explicar o tipo de desafio esperado, Gasly comparou o Madring a Mônaco em termos de dificuldade. A referência ajuda a colocar o circuito em uma categoria de pistas em que precisão e confiança volta após volta fazem diferença, sobretudo quando o piloto ainda está construindo sua leitura do traçado.
As impressões do francês vieram do trabalho de simulador, antes da atividade de pista, e apontam para um fim de semana exigente desde os primeiros quilômetros. O traçado, na visão dele, reúne elementos que podem punir excessos rapidamente e provocar interrupções se os pilotos perderem o carro em pontos mais comprometidos.
Mesmo com o alerta sobre as armadilhas do circuito, Gasly tratou o desafio com entusiasmo: “Tenho que dizer que é empolgante.”