O alerta ganhou força depois das sessões de teste com a Fórmula 3 no circuito. Nelas, houve várias interrupções depois de contatos com as barreiras, um indicativo do que pode ocorrer também durante o fim de semana da F1 em um traçado com áreas de recuperação limitadas.
Falta de acesso para resgate pode forçar interrupções
Isabel Omaque, chefe do centro médico do Madring e responsável pelas condições de segurança no circuito, explicou que a infraestrutura da pista dificulta a remoção de carros em caso de acidente ou parada em local perigoso. “Não existem vias de serviço”, afirmou.
Na prática, isso reduz as alternativas para intervenções rápidas sem afetar a sessão. Segundo Omaque, em muitos casos a solução será parar a atividade na pista. “Basicamente, a corrida vai ter que ser neutralizada ou interrompida”, disse.
A limitação é ainda mais relevante porque os muros acompanham de perto vários pontos do circuito. Com menos espaço entre a pista e as barreiras, qualquer carro parado ou danificado tende a exigir uma operação mais delicada para remoção.
Desenho do circuito reúne chicanes lentas e frenagens fortes
Além da proximidade dos muros, o traçado foi desenhado com chicanes lentas e pontos de frenagem exigentes, combinação que aumenta o risco de erros, travadas e toques. Esse tipo de setor costuma concentrar disputas em baixa velocidade, mudanças bruscas de direção e aproximações mais agressivas.
O circuito também tem uma curva inclinada chamada La Monumental, outro elemento marcante do novo traçado. Somado às 22 curvas em 5,4 km, o desenho indica uma volta com muitos trechos técnicos e pouca margem para correções quando o carro sai do traçado ideal.
Nos testes com a Fórmula 3, os contatos com as barreiras já produziram várias interrupções, justamente no cenário que mais preocupa a operação do evento: incidentes em pontos apertados, com acesso limitado e necessidade de neutralização ou paralisação da sessão.