A justificativa de Steiner passou pelo horizonte do acordo proposto no draft. Ao explicar por que preferiu Antonelli, ele disse: “Você falou em quatro anos. Se eu tiver que ficar com ele por quatro anos, acho que ele vai ser melhor”. A comparação ganhou peso no momento atual da categoria, com Antonelli liderando o campeonato de 2026.
Momento da temporada pesou na escolha
Antonelli abriu 66 pontos de vantagem na liderança de 2026 e já soma sete vitórias no ano. Na corrida mais recente, venceu depois de largar em 19º no grid em Monza, resultado que ampliou ainda mais a projeção em torno do piloto.
Verstappen chega a esse debate com um currículo recente muito mais consolidado: foram quatro títulos entre 2021 e 2024. Mesmo assim, o holandês perdeu a coroa para Lando Norris em 2025 e, em 2026, aparece em sexto no campeonato junto da Red Bull.
O contexto também ajuda a explicar por que o draft foi tratado por Steiner como uma aposta de ciclo, e não apenas como uma fotografia do passado recente. A Fórmula 1 vive uma fase de mudanças de regulamento em 2026, e o exercício colocava os pilotos dentro de vínculos de quatro anos, fator central para a ordem das escolhas.
Norris foi o nome de Steiner para a equipe júnior
Além da equipe principal, Steiner também montou uma formação para uma equipe júnior. Nesse caso, a primeira escolha foi Lando Norris. Questionado sobre quem seria seu nome inicial nesse segundo grupo, respondeu de forma direta: “Sim, o Lando”.
Norris já tinha um peso natural na discussão por ter sido o piloto que tirou o título de Verstappen em 2025. No draft de Steiner, porém, ele ficou vinculado à ideia de equipe júnior, enquanto Antonelli foi tratado como a principal aposta para o projeto de quatro anos da equipe principal.
O debate sobre o potencial de Antonelli também já havia recebido apoio de Juan Pablo Montoya, que vê o piloto como alguém capaz de dominar a Fórmula 1 nos próximos quatro anos. No mesmo exercício, Steiner ainda citou outros jovens talentos quando chegou à quarta escolha do draft.