Lewis Hamilton e Charles Leclerc percorreram 200 km em um dia de filmagem no traçado. Ao comentar o efeito prático dessa rodagem, Stella resumiu a avaliação da McLaren de forma direta: “A experiência pode ajudar a Ferrari.” Na sequência, relativizou o tamanho desse benefício: “Não é grande coisa.”
McLaren aponta condições pouco representativas em Madring
A leitura da McLaren passa pelo contexto em que a Ferrari andou no circuito. Madring ainda estava em construção durante as filmagens, e as condições de pista eram escorregadias e pouco representativas do que deve ser encontrado quando as atividades de pista do GP começarem.
Esse cenário reduz o peso dos dados e das referências que podem ter sido obtidos pela Ferrari na primeira passagem de um carro de Fórmula 1 pelo traçado. Em um circuito novo, a evolução do asfalto e da aderência tende a alterar rapidamente o comportamento da pista entre uma atividade inicial e o início do programa oficial.
Ferrari abriu os trabalhos no circuito da estreia
A movimentação da Ferrari chamou atenção por colocar a equipe como a primeira a andar em Madring, circuito que receberá a prova pela primeira vez. Hamilton e Leclerc dividiram os 200 km permitidos no dia de filmagem e foram os primeiros pilotos a ter contato prático com o traçado.
Mesmo com esse pioneirismo, a avaliação feita por Stella é de que a vantagem inicial tende a desaparecer rapidamente. O dirigente da McLaren tratou a experiência acumulada pela Ferrari como um ganho pontual, sobretudo porque a atividade aconteceu em uma pista ainda em fase de obras e sem condições consideradas próximas das que serão vistas no fim de semana de corrida.
Além da quilometragem limitada, o fator técnico destacado no entorno da atividade foi justamente o estado do circuito no momento das voltas: com baixa aderência e sem um cenário representativo, o teste inicial da Ferrari não oferece necessariamente um retrato fiel do comportamento que Madring terá quando receber as sessões oficiais.