O cenário ajuda a explicar por que a Ferrari segue tratando a unidade de potência como um ponto sensível do carro em 2026, mesmo depois de ter reduzido parte da desvantagem em relação à Mercedes. No início de junho, a estimativa era de que a equipe estivesse 25 cv atrás da rival.
Monza expôs limite do pacote novo
A primeira atualização da Ferrari havia sido introduzida na Áustria. Em Monza, a equipe apostou no segundo pacote disponível dentro do ADUO, enquanto a Mercedes ainda não usou o único token a que tem direito. Já a Red Bull está impedida de recorrer a esses tokens.
Há também a avaliação de que o motor de combustão interna da Ferrari ainda está pelo menos 4% abaixo da referência do campeonato. O entendimento no paddock é que a Mercedes segue com a melhor unidade de potência do grid.
Oliver Bearman, piloto da Haas, equipe cliente da Ferrari, resumiu o efeito da novidade em Monza: “Também não foi algo que mudou o jogo para eles”.
Mercedes vê margem para esperar antes de mexer no motor
Do outro lado, a Mercedes saiu da etapa sem pressa para alterar sua própria unidade de potência. A confiança da equipe no conjunto atual cresceu após Monza, circuito em que a sensibilidade à potência deixou mais visível a diferença entre fabricantes.
Lewis Hamilton terminou a prova em sexto e foi superado por três carros com motor Mercedes. Segundo ele, houve dificuldade nas disputas: “Eu reclamei várias vezes da falta de potência durante minhas brigas na pista”.
Os dados de velocidade final também chamaram atenção. Hamilton apareceu 11 mph mais rápido que Kimi Antonelli no speed trap, enquanto Antonelli venceu largando de 19º. Segundo a avaliação publicada após a corrida, o desgaste de pneus de Hamilton aumentou porque ele precisou compensar mais nas chicanes.
A avaliação definitiva sobre o alcance real do upgrade da Ferrari deve levar mais tempo, já que equipes costumam precisar de várias corridas para otimizar esse tipo de pacote. Uma leitura mais conclusiva é esperada depois da etapa do Azerbaijão, no fim do mês.