“Eu insisti em muitas mudanças no carro, que no ano passado a gente não conseguiu fazer”, disse Hamilton. Em seguida, detalhou a resposta recebida internamente: “O Fred até falou que havia algumas coisas na lista que ele simplesmente não podia fazer porque eram caras demais.”
Os obstáculos apareceram no processo de adaptação de Hamilton à Ferrari, iniciado no ano passado. Além das limitações financeiras, o piloto enfrentou resistência ao tentar convencer a equipe a mudar métodos de trabalho já consolidados dentro da operação.
Documentos de feedback e trabalho no simulador viraram base para mudanças
Depois de examinar de forma ampla a operação da Ferrari na F1, Hamilton enviou documentos de feedback à equipe com sugestões de mudanças. Parte dessas recomendações foi colocada em prática por Vasseur, embora o ritmo de implementação tenha sido afetado pelas restrições financeiras impostas pelo regulamento.
O trabalho também passou pelo simulador. Hamilton participou das atividades e pediu soluções de projeto que acabaram adicionadas como opções para o carro. Essas alterações apresentaram resultados positivos nas sessões de simulador, segundo as informações reveladas.
Influência de Hamilton foi ligada à reação em 2026
Vasseur associou a influência de Hamilton à retomada de desempenho do piloto em 2026 e ao aumento do nível de conforto dele dentro da equipe, além de um peso técnico maior nas discussões sobre o carro. A mudança de cenário veio em paralelo à adoção parcial de pedidos feitos por Hamilton desde o início de sua passagem pela Ferrari.
Entre os pontos técnicos mais específicos do processo de adaptação, Hamilton passou a usar discos de freio da Carbone Industrie, mesmo com a parceria da Ferrari com a Brembo. A troca foi uma das mudanças adotadas pelo piloto em busca de um acerto mais alinhado às suas preferências.