Norris já avalia que o carro da McLaren é inferior ao Mercedes W17 nesse tipo de curva. Ainda assim, a equipe conseguiu vencer nas duas pistas, mesmo mantendo uma limitação que segue presente no pacote atual.
Hungaroring mascarou a principal limitação do MCL40
Segundo Stella, o comportamento do carro em baixa velocidade não apareceu da mesma forma na corrida da Hungria. “A fraqueza em baixa velocidade não havia se mostrado na Hungria”, disse o chefe da McLaren ao comparar o desempenho visto depois em Zandvoort.
Na explicação do dirigente, o Hungaroring se aproxima mais de um circuito de média velocidade do que a classificação tradicional do traçado pode sugerir. “A Hungria é, na prática, mais próxima de um traçado de média velocidade”, afirmou.
Esse ponto ajuda a entender por que a McLaren conseguiu extrair desempenho mesmo sem eliminar sua vulnerabilidade nas curvas mais lentas. O contexto técnico indicado é que o MCL40 tem vantagem em trechos de alta e média velocidade, enquanto a baixa velocidade se torna mais problemática ao longo da corrida, quando essa limitação fica exposta por mais tempo.
Diferença para a Mercedes segue no radar da equipe
A referência interna usada por Norris é a Mercedes. O piloto considera que a McLaren perde para o W17 nas curvas lentas, uma comparação relevante porque a equipe segue buscando desempenho em uma faixa de comportamento que ainda não foi completamente equalizada.
Stella também indicou cautela ao tratar da comparação entre os circuitos e do motivo exato para a diferença de desempenho, sem apontar uma explicação definitiva para tudo o que mudou de uma pista para outra. Entre os nomes ligados a esse cenário estão George Russell e Kimi Antonelli, pilotos associados ao Mercedes W17 na disputa técnica que Norris usa como parâmetro em curvas de baixa velocidade.