Segundo as informações divulgadas, as simulações não conseguiram reproduzir todas as necessidades reais do carro. Na prática, a primeira marcha era curta demais, enquanto a oitava ficava longa em excesso. A expectativa da Audi é que a nova configuração reduza esse desequilíbrio e melhore o uso da unidade de potência.
Nico Hülkenberg afirmou que “a nova configuração deve permitir que a unidade de potência seja utilizada de maneira mais eficiente”. A mudança também deve eliminar os compromissos enfrentados por Hülkenberg e Gabriel Bortoleto com a configuração anterior.
Correção exigiu espera de 24 semanas
A alteração não foi imediata porque mudanças nas relações de câmbio envolvem custo e planejamento específicos. A Audi precisou esperar 24 semanas pela chegada dos novos componentes, produzidos por um fornecedor externo.
Esse tipo de intervenção também tem implicações financeiras dentro do teto orçamentário da Fórmula 1, o que ajuda a explicar por que nem todas as equipes seguem o mesmo caminho ao longo da temporada. A McLaren, por exemplo, optou por não alterar suas relações de câmbio por causa dos custos envolvidos.
Primeira marcha muda e exige ajuste na largada
Além do objetivo de ampliar a eficiência da unidade de potência ao longo da volta, a revisão no câmbio traz uma consequência direta para os procedimentos de largada. Como houve mudança na primeira marcha, a Audi também precisará ajustar os parâmetros de largada.
Monza foi o ponto escolhido para a estreia justamente por ser um circuito que exige eficiência das unidades de potência, contexto em que a equipe espera extrair benefício da nova distribuição de marchas.