Ao comparar gerações, Stewart resumiu a mudança de forma direta: “Esses erros não custam vidas como acontecia no passado”. Na mesma linha, ele disse que o cenário atual é incomparavelmente menos perigoso. “O risco de morte é muito menor do que era antes, e isso é bom”, afirmou.
Stewart relembra o nível de risco vivido na própria carreira
As declarações de Stewart partem da experiência de um período em que acidentes fatais eram recorrentes na categoria. Segundo o ex-piloto, durante sua carreira a possibilidade de perder colegas fazia parte da rotina do esporte, algo muito diferente da realidade atual da F1.
Ao tratar daquele contexto, Stewart foi duro na descrição: “Era perigosíssimo. A maioria dos meus amigos morreu”. Ele também mantém bancos memoriais dedicados a amigos pilotos que morreram, uma lembrança permanente das perdas que marcaram sua geração no automobilismo.
Na avaliação do tricampeão, essa diferença histórica ajuda a explicar também o comportamento dos pilotos de hoje. Com padrões de segurança mais altos, o ambiente de competição permite atitudes mais agressivas sem repetir o nível de consequência que existia no passado.
Ex-piloto vê a fase atual como a mais segura da história
Stewart disse que a Fórmula 1 e o automobilismo vivem hoje o momento mais seguro de que ele tem memória. “Hoje, temos mais segurança no automobilismo do que jamais tivemos”, declarou. Para ele, a chance de a categoria voltar a perder pilotos caiu de maneira significativa em comparação com a época em que correu.
Ao falar sobre o próprio legado, Stewart associou essa transformação a uma pauta que atravessou sua vida no esporte. “Tornar o automobilismo mais seguro foi uma das coisas mais importantes de que pude fazer parte na minha vida”, disse. Ele ainda afirmou que, diante dos padrões atuais, é muito menos provável que a Fórmula 1 enfrente novamente o tipo de sequência de mortes que marcou sua geração.