O plano inicial era que o brasileiro pudesse estrear apenas em 2027, mas a saída antecipada de Esteban Ocon abriu espaço para a mudança de cronograma. Com isso, Câmara fará duas corridas ainda nesta temporada antes de Ryo Hirakawa assumir o carro nas etapas do Qatar e de Abu Dhabi.
Vasseur cita integração com a Haas e pede controle na expectativa
Chefe da Ferrari, Vasseur indicou que a movimentação não se resume a uma oportunidade pontual de fim de ano. Segundo ele, o trabalho já mira a sequência do projeto do brasileiro na categoria. “Estamos planejando a integração dele ao carro da Haas no próximo ano”, afirmou.
Ao comentar a expectativa em torno de Câmara, Vasseur pediu cautela e lembrou que a adaptação à Fórmula 1 pode ser complexa mesmo para pilotos bem avaliados nas categorias de base. “Precisamos ter calma, porque, mesmo no caso do Kimi, o desafio, especialmente em uma equipe de ponta, é provavelmente enorme”, disse.
Vasseur também chamou atenção para um aspecto que vai além do desempenho na pista. “Uma equipe de F1 é muito maior, e o piloto tem um papel importante nos bastidores”, declarou o dirigente, ao tratar das exigências da categoria para um estreante.
Brasileiro chega à F1 após passagem pela F3 e liderança na F2
Câmara desembarca na Fórmula 1 depois de competir na Fórmula 3 e ganhar espaço na Fórmula 2, onde lidera o campeonato nesta temporada. A leitura de Vasseur é que o salto exige tempo de adaptação não apenas pelo tamanho das equipes, mas também pelo comportamento dos carros atuais.
O chefe da Ferrari observou que a geração mais nova de carros da Fórmula 1 tem imposto dificuldades até a pilotos experientes, ponto que entra no cenário da estreia do brasileiro durante a temporada. Depois das participações de Câmara nas duas etapas confirmadas, Hirakawa ficará com o carro no encerramento do calendário, com presença já definida para o Qatar e Abu Dhabi.