Ao ser questionado se Larson ganhou o campeonato ou se ele próprio deixou escapar, Hamlin resumiu: “Acho que é um pouco dos dois”. O piloto da Joe Gibbs Racing também foi direto ao tratar do desempenho do próprio time: “Nossa execução não tem sido tão boa”.
Arrancada de Larson mudou o cenário dos playoffs
Larson venceu três vezes em oito corridas dos playoffs, desempenho que alterou o panorama da disputa. No início do Chase, ele tinha uma vantagem de 55 pontos, e a recuperação ao longo da fase decisiva fugiu do comportamento mais comum apontado pelas projeções estatísticas.
Em mais de 20 mil simulações realizadas pela NASCAR, os campeões costumam sair dos cinco primeiros cabeças de chave. Ainda assim, a estrutura dos playoffs permite que um piloto cresça no momento mais importante da temporada, e o desempenho recente de Larson se encaixa nesse cenário.
Hamlin vê talento fora da curva e espera tropeço do rival
Hamlin tratou Larson como um caso atípico dentro da categoria. “Acho que o Larson é uma anomalia, no sentido de que ele é tão talentoso”, disse o piloto da Joe Gibbs Racing ao comentar a fase do adversário.
Mesmo assim, Hamlin ainda se apoia na possibilidade de uma reviravolta. Segundo os números citados no cenário da disputa, ele teria 60% de chance estatística de completar a recuperação. Na visão do próprio piloto, porém, isso passa por um erro importante do rival: “Tem que haver um fim de semana catastrófico em algum momento”.
Larson busca seu terceiro título em seis anos, enquanto Hamlin tenta reagir depois de entrar no Chase como piloto do carro número 11 e ver a disputa ficar mais difícil durante os playoffs.