O movimento abre caminho para que o veterano siga na Cup Series com foco em resultados imediatos. “Quero brigar por vitórias”, afirmou Keselowski ao tratar de seus objetivos para a próxima etapa da carreira. A intenção, segundo ele, é continuar na disputa por vitórias e campeonatos na principal divisão da NASCAR.
Tentativa de compra da RFK fez parte da negociação
Além do papel na pista, Keselowski tinha participação societária na RFK Racing. Ele possuía 6% da organização e havia adquirido opções para elevar essa fatia até 20%. Mesmo com essa estrutura, tentou avançar para o controle do time. “Fiz uma proposta muito séria para comprar a RFK”, disse.
A negativa para a compra foi um dos pontos do processo que terminou na separação. A partir da liberação, Keselowski passa a poder negociar sem restrições tanto projetos para correr quanto possibilidades ligadas à propriedade de equipe, em um momento de mudança no perfil de investimento dentro da NASCAR.
Esse pano de fundo inclui a valorização dos ativos da categoria após o acordo ligado ao julgamento antitruste. Ao mesmo tempo, há forte interesse de firmas de private equity na NASCAR, cenário citado como parte do contexto para a reorganização dos próximos passos do piloto.
Planos incluem Cup, Truck e outras frentes
Embora a prioridade declarada siga sendo a Cup Series, Keselowski também indicou abertura para atuar em outras frentes. Ele manifestou interesse em um possível retorno à Truck Series e citou vontade de competir em mais de uma plataforma. “Tenho muito interesse na Tríplice Coroa”, afirmou.
Ao comentar o momento do esporte, Keselowski evitou falar por outras pessoas sobre o tom esperado de sua apresentação pública. “Não quero falar pelos outros”, disse. Sobre o ambiente de negócios da categoria, acrescentou: “Há muitos indicadores muito favoráveis dentro da garagem”.
As definições formais sobre o próximo destino de Keselowski ainda podem demorar. Pelas condições atuais, as opções para o futuro dele podem não ser oficializadas antes de fevereiro.