A confusão aconteceu por causa de um erro no cálculo divulgado pela FIA. Com a revisão, Herta ficou a um ponto do mínimo necessário e a 24 voltas de completar a distância equivalente aos 100 km exigidos em sessão oficial de Treino Livre.
O GP de São Paulo, marcado para a próxima semana, surge como a oportunidade imediata para que essa parte do processo seja concluída, caso a Cadillac coloque o piloto na pista. A equipe tem interesse em contar com Herta em 2027.
Cadillac trata a liberação de Herta como tema em andamento
Marcin Budkowski, chefe da Cadillac, confirmou que a equipe segue trabalhando no tema. “Estamos trabalhando nisso com o Colton”, afirmou ao comentar a possibilidade de Herta avançar rumo à Fórmula 1.
Budkowski também indicou que a discussão sobre um piloto americano não depende apenas da nacionalidade. “Precisa ser o momento certo e o piloto certo”, disse.
Herta já faz parte do projeto como piloto reserva, mas sua temporada de 2026 é modesta: ele ocupa o 19º lugar na Fórmula 2. Esse desempenho convive com o interesse da Cadillac em avaliá-lo para 2027.
Cenário de pilotos da Cadillac segue aberto
Enquanto Herta tenta completar os requisitos da superlicença, o nome de Valtteri Bottas também está no debate interno da Cadillac. O piloto tem sido alvo de críticas de dirigentes da equipe, o que mantém em aberto a discussão sobre a futura formação para 2027.
A questão em torno de Herta também tem peso histórico para a presença americana na categoria. A última vitória de um piloto dos Estados Unidos na Fórmula 1 aconteceu há 48 anos, com Mario Andretti.
Além de Herta, outros nomes ligados aos Estados Unidos aparecem no radar citado no entorno do projeto, como Ugo Ugochukwu e Sebastian Wheldon, mas Herta é quem está mais perto de atender às exigências formais: falta apenas um ponto na superlicença e os 100 km em um Treino Livre.